O termo backup é muito conhecido por toda pessoa que trabalha na área de tecnologia e remete de uma maneira simples a cópias de segurança.
Geronaitis, em seu livro Controlling the Data Mountain, menciona que com o aumento do volume de dados, as organizações têm enfrentando alguns desafios, pois o orçamento para gerenciamento desses dados não acompanha o crescimento da quantidade de informações. O autor também menciona as exigências legais cada vez mais rigorosas impostas pelo governo, bem como considerações de recuperação para continuidade dos negócios.
Essa preocupação de Geronaitis evidencia a importância da criação de uma boa estratégia de backup e do bom conhecimento das diversas ferramentas disponíveis. Mas primeiro, você sabe quais são os tipos de arquivos que devem estar presentes no backup?
O que colocar no backup?
Primeiramente, arquivos pessoais de clientes e dados de colaboradores. Sistemas operacionais e arquivos de aplicação demandam cautela, pois podem carregar os mesmos problemas que causaram a perda dos arquivos originais. Faça backup desses arquivos quando tiver certeza que estão isentos de problemas.
Conceda uma atenção especial ao backup de projetos em diversas fases de seu desenvolvimento. Isso facilita a identificação de pontos de alteração mal sucedidos e permite um fácil desmembramento do projeto em vários projetos diferentes quando necessário.
Se a quantidade de dados não é crítica, a regra de ouro é sempre errar para uma maior quantidade de dados seguros, nunca para menos. A seguir enumeramos as vantagens e os diferentes tipos de backups.
Porque fazer e como fazer backups?
O acesso a informações passadas e ao histórico de modificações são vantagens já bem conhecidas da realização de um backup. Há ainda exigências legais que demandam a preservação de dados por um determinado período de tempo. Veja estes três principais métodos de realização de backups:
- Backup completo: Os backups podem ser efetivamente a cópia de todos os dados presentes nos servidores, necessitando de muito espaço de armazenamento e tempo para restauração.
- Incremental: no qual somente os arquivos novos ou modificados desde a última execução do backup são transmitidos. Neste modelo o espaço ocupado com o armazenamento é menor e o tempo para restauração é maior. Recomendado para perfis que incluam grandes arquivos e que sejam atualizados com frequência, como base de dados SQL.
- Diferencial: somente os arquivos novos ou modificados desde o último backup completo são transmitidos. O espaço é maior e o tempo para restauração é menor.
Essas três modalidades podem ser executadas tanto em ambientes físicos localizados na própria empresa, como de forma remota, na nuvem. O backup na nuvem evita danos causados por catástrofes (alagamentos, incêndios, descargas elétricas, vazamentos), problemas ambientes (gases, falta de energia, umidade) e comportamentais (limpeza mal realizada, ação criminosa, sabotagem, sequestro de dados).
Cabe um adendo acerca do sequestro de dados. Esse novo tipo de ataque acontece em ambientes pouco seguros, onde um criminoso toma controle dos dados, geralmente executa uma compactação e criptografa o pacote. Após isso, entra em contato pedindo um "resgate". Caso haja backup e este esteja bem seguro, esse tipo de ataque não será bem sucedido.
Para finalizar, mantenha sempre uma boa organização e não pense que “não terá problema se passar um dia sem fazer o backup que está programado”, pois provavelmente nesse dia acontecerá um imprevisto. Tenha em mente também que apenas um backup não é o suficiente.
Mantenha sua estratégia vigente para que haja alta disponibilidade, crie uma checklist e sempre verifique a integridade de seus arquivos após a realização dos backups.
Caso tenha alguma dúvida ou queira aprender mais sobre esse e outros assuntos entre em contato conosco!