Blog Escola Linux

  

Você sabe o que são e para que servem os VPNs - Virtual Private Networks?

Você sabe o que são e para que servem os VPNs - Virtual Private Networks?

Para tornar os negócios mais abrangentes e criar soluções para troca mais ágil de informações, as empresas podem se valer de diversas soluções tecnológicas.

Essa escolha fica ainda mais complexa quando vai além da implementação, envolvendo mudar toda a mentalidade de uma empresa. Mesmo que isso represente retorno financeiro, quando algum investimento ainda deve ser realizado, tudo precisa ser analisado com cuidado.

No post de hoje veremos um deles, a VPN. Falaremos sobre o que é, para que serve, e os tipos mais comuns. Com isso, você terá um ponto de partida para se aprofundar mais e adequar a infraestrutura à necessidade de sua empresa. Confira!

O que é VPN e porque são tão úteis

De forma simples, VPNs (Virtual Private Networks) são conexões criptografadas entre dois ou mais dispositivos que transitam por uma rede pública. Pode-se pensar em VPN como uma estrada privada (comumente criptografada) em uma malha pública de rodovias (a internet). Apenas quem tem permissão pode passar por ela.

São indicadas quando deve ocorrer transferência de dados, geralmente sigilosos, entre diferentes localidades, sendo um mecanismo que possibilita o acesso apenas de pessoas autorizadas à uma rede privada.

As VPNs são utilizadas em organizações e empresas das seguintes maneiras:

  • VPN de acesso remoto: conecta um usuário à rede, estando ele em casa ou a partir de um dispositivo móvel.
  • Intranet VPN: utilizado para conectar dois pontos fixos, como escritórios, colocando em conjunto essas localidades em uma rede privada única.
  • Extranet VPN: conecta parceiros externos à empresa, como fornecedores e consumidores. Dessa forma todos envolvidos podem trabalhar com dados seguros e ambiente compartilhado.

Dessa forma, VPNs também são utilizadas para aumentar a produtividade de colaboradores em home office ou em viagens, economizando tempo e recursos. Com a segurança, confiabilidade e escalabilidade, VPNs podem crescer juntamente com a demanda de sua organização se necessário.

VPNs são classificadas pelo meio como ocorre a conexão entre os pontos e pelo modo como é realizado o tunelamento. Veja a seguir:

Tipos de conexões entre VPNs

Site-to-site (ou S2SVPN)

Também chamado de ponto a ponto, permite que duas partes de uma rede privada se conecte por meio de roteadores. A autenticação é realizada de forma mútua, dessa forma os clientes devem se conectar primeiramente ao roteador associado a sua rede.

Este tipo de conexão, por exemplo, é utilizado em filiais de escritórios para comunicação entre si e com a matriz. Dessa maneira, garante-se a troca de dados sigilosos e outras comunicações importantes.

Acesso remoto

Neste caso, a conexão é realizada como se o cliente estivesse presente no local do servidor, por meio de login e senha. Um exemplo disso, são universitários que se conectam a VPN da faculdade para conseguir baixar artigos de forma gratuita de sites que possuam apenas IPs da faculdade cadastrados.

Protocolos de tunelamento

Tunelamento é o processo de encapsular um protocolo antes de enviá-lo a rede. Em VPNs, o pacote ainda é criptografado, seja na saída do local de origem, ou como característica própria da VPN. Há diversas maneiras de realizar esse tunelamento. Os mais comuns são IPSec, OpenVPN, e PPTP.

IPSec

Neste modo, a VPN configura um túnel de um site remoto direto para um site central. É designado apenas para tráfego de pacotes de IPs, necessitando de instalações de clientes que por vezes são onerosas. Atende a maioria dos pontos de segurança, como autenticação, integridade e confidencialidade.

OpenVPN

OpenVPN é uma maneira gratuita (open source) para criar VPN tanto ponto a ponto como de acesso remoto através de tunelamento criptografado (OpenSSL). O ponto positivo, além da gratuidade, é que roda nos mais diversos sistemas operacionais (Windows, Linux, Mac OS X, por exemplo).

PPTP (Point-to-point Tunneling Protocol)

Protocolo mais comum e mais utilizado. Permite o acesso de usuários remotos por meio de uma senha. A desvantagem é que não fornece criptografia, logo, esta deve ser realizada pelo próprio cliente no momento da conexão com a VPN.

Escolher qual VPN utilizar depende de vários fatores, como largura de banda, custo e segurança. Esperamos ter dado um ponto de partida para que você, como profissional de TI, consega auxiliar sua empresa com um senso mais crítico e buscar uma formação mais aprofundada.

Continue acompanhando nosso blog para saber mais sobre capacitação Linux. Caso tenha alguma dúvida entre em contato conosco.

Curso Online Ubuntu Server

Curso Online VPNs no Linux

Utilizar Linux ou Windows para o servidores de hos...
Conceitos Básicos de Gerenciamento de Serviços de ...

Artigos Relacionados

Google Analytics Alternative